segunda-feira, 12 de agosto de 2013

O Outro lado da Memória


Olá!
De volta ao blog com essa ilustração que fiz para o material de divulgação de O Outro lado da Memória, livro de estreia da escritora carioca Beatriz Cortes. A trama gira em torno de Luíza Bedim, uma garota talentosa e cheia de sonhos que tem sua vida transformada após sofrer uma grande decepção amorosa. Ela então passa a ser perseguida pelo medo e pela dor do que lhe aconteceu. Tudo muda quando ela conhece o extrovertido Arthur Campos, recém chegado em sua escola e que já cativa a todos, conseguindo até ser o novo capitão da equipe de basquete. Entre erros e acertos os dois acabam se envolvendo e descobrem que a felicidade, apesar dos dissabores da vida pode sim ser encontrada. Para quem for do Rio de Janeiro, ou estiver por lá, não deixe de prestigiar o talento de Beatriz Cortes na XVI Bienal do Livro, que ocorre entre os dias 29 de Agosto a 08 de Setembro no Riocentro, que fica na Av. Salvador Allende, 6555, na Barra da Tijuca. Ela estará autografando os exemplares de O Outro lado da Memória no estande da Editora Novo Século ( Estande M06 / N05 - Pavilhão Verde) todos os dias (especificamente no dia 03), a partir das 16hs. Além de conhecer mais um novo talento que surge em nossa Literatura você ainda pode levar um marcador de páginas exclusivo.

Um grande abraço
Daniel Alves
E-mail: daniel.sampaio@uol.com.br
Facebook: www.facebook.com/daniel.alvesgomessampaio

               Marcador de Página e Flyer de O Outro Lado da Memória, de Beatriz Cortes

                

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Homem de Ferro 3

 
Olá Amigos do blog!
 
Em clima de estréia do terceiro filme da franquia do Homem de Ferro trago esse desenho que fiz há alguns dias atrás. Aliás, filme que ainda não vi e não posso tecer meus comentários a respeito. Mas espero que gostem (tanto o filme como o meu desenho)!
 
Cinema: Ando revisitando a filmografia de Jean-Luc Godard e ontem assiti ao excepcional Viver a Vida (Vivre sa Vie, 1962). Grande Godard! E Ana Karina nunca esteve tão bela!
O filme gira em torno de Nana (Ana Karina), um garota que vive sozinha em Paris e sonha em ser uma estrela de cinema, mas que ao se ver em apuros financeiros decide se prostituir. Fragmentado em 12 episódios (chamados de tableau) os planos são descritos antecipadamente em cada introdução. Já no primeiro plano encontramos Nana conversando com um homem, ambos de costas, sentados em um balcão de um café. Sabemos se tratar de seu namorado e a conversa gira em torno do fim do relacionamento. E assim vamos acompanhando, com certo distanciamento, as decisões da protagonista que muito contradizem sobre o que realmente pensa. E como ela mesmo diz, "se estou feliz, sou responsável... se estou infeliz, sou responsável." Conforme ela é jogada num mundo de incertezas, a morte vai se tornando, silenciosamente, a melhor saída. Há um plano em que Nana está no cinema vendo o filme de Carl Theodor Dreyer sobre Joana D'Arc e isso se apresenta com maior clareza. As lágrimas da mártir francesa, diante da morte se misturam as dela, que dentro de toda aquela escuridão da sala de projeção brotam de um rosto iluminado apenas pela luz da tela. É para mim desde já um dos momentos mais sublimes da história do cinema.
Viver a Vida é um filme de ações, pois as palvras são insuficientes para "se ver de dentro". É por isso que Godard faz questão de colocar Nana diante de um filósofo da linguagem, Brice Parrain, para que ela declare que gostaria de nunca mais pronuncia-las, pois elas não conseguem exprimir sua angústia.  Mas sem as palavras, que imagens Godard se utiliza em seu enredo? E como conecta-las?
Assim vamos descobrindo sua intenção, e nesse silêncio estamos diante da contemplação de um rosto, o de Nana (ou de Ana Karina?). Em um dos últimos planos, um narração em off de um conto de Poe sobre um pintor retratando sua amada é uma pista dessa intenção.
Viver a Vida é o terceiro filme de Godard, um dos diretores mais celebrados da Nouvelle Vague, que trouxe os longos planos-sequência, o movimento da camêra e a montagem descontínua. Sem dúvida um das melhores obras realizadas por esse grande diretor.
 
Visuais: Fui ver recentemente a exposição Lady Warhol, em cartaz no MAM de São Paulo até junho. Trata-se de uma seleção de 50 imagens realizadas no início da década de 1980 pelo fotógrado Cristopher Makos com o artista da Pop Art americana Andy Warhol (1928-1987). Nessas imagens vemos um Warhol travestido de mulher e a intenção de ambos é propor uma discussão acerca do limite tênue entre a figura feminina e masculina que a sexualidade ambígua e o surgimento de estilos de vida alternativos trouxeram no final dos anos 1970 para a cena nova-iorquina. Com a utilização de perucas, acessórios e maquiagem as imagens são baseadas em outra imagem icônica na história da arte, Rrose Selavy, que é Marcel Duchamp (1887-1968) usando um vestido e chapéu de mulher fotografado por Man Ray (1890-1976). 
Nas palavras de Cristopher Makos, Warhol tem as "mesma expressões perdidas das senhoras ricas que ele fotografava". Algo que beira entre o glamour e a decadência em uma "extraordinária Altered Image".
 
 
É isso!
Daniel Alves
Facebook: Daniel Alves Gomes Sampaio

domingo, 3 de março de 2013

Goleiro-artileiro!

 
Olá amigos do Blog!
Acho que esse aqui dispensa apresentações, mas caso alguém ainda não saiba quem é o sujeito aí de cima, trata-se de um dos maiores nomes da história do São Paulo Futebol Clube e do futebol brasileiro: o goleiro-artilheiro Rogério Ceni.
Para quem torce para o Tricolor (como esse que vos escreve),  Rogério é um ídolo inquestionável. É goleiro absoluto do time desde 1992, quando substituiu nada menos que Zetti. Infelizmente a dinâmica que hoje move o futebol não permite que grandes jogadores escrevam sua história em um único clube, como fizeram os do passado. Por isso é louvável a permanência de Rogério nesses mais de vinte anos defendendo o clube e conquistando títulos importantes como a Libertadores e o Mundial de Clubes, ambos de 2005.
E como se não bastasse, ainda se tornou o maior goleiro-artilheiro da história do futebol ao ser o batedor oficial de faltas do time. Seu primeiro gol foi marcado em 1997 num jogo contra o União São João de Araras pelo Campeonato Paulista, e em 2011, pelo mesmo campeonato, marcou o centésimo gol contra o arquirrival Corinthians.
Esse ano completou 40 anos e prepara-se para a sua aposentadoria dos gramados. Mas as especulações em torno do seu nome dão certa que a sua ligação com o São Paulo não termina aí e muitos o enxergam como um futuro presidente do clube.
É por esses feitos e pelo amor que sente pelo Tricolor que Rogério é querido e sempre será lembrado pelos torcedores.
 
Um abraço!!!
Daniel Alves
daniel.sampaio@uol.com.br
Facebook: Daniel Alves Gomes Sampaio
 


segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Homem Aranha vs. Rhino!!!

 
Olá amigos do blog!
O ano já começou a todo vapor e ando devendo algumas postagens novas, como os dois últimos prêmios que ganhei nas convenções de tatuagem que participei no final de 2012. Em breve posto tudo. Por hora, a primera pin-up do ano com o amigo da vizinhança enfrentando um dos vilões que eu mais gosto, o Rhino. Espero que gostem!!!
 
Um grande abraço!
Daniel Alves
E-mail: daniel.sampaio@uol.com.br
Facebook: Daniel Alves Gomes Sampaio

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Enveredando por novos caminhos...



Amigos...

Como sempre ausente aqui do Blog, mas de volta com novidades!
Por incentivo do meu amigo tatuador Ary Morssuza (não deixem de conferir seus trabalhos: www.morssuza.com.br) participei pela primeira vez de uma Convenção de Tatuagem, a 2º Expo Tattoo de Taboão da Serra - SP, realizada nos dias 22 e 23 de Setembro. É um campo completamente novo e desconhecido para mim que venho dos quadrinhos. Mas não é que, para minha surpresa conquistei um prêmio lá?! Foi o 1º lugar na categoria Melhor Série de Desenhos em Preto e Branco, com a série que desenvolvi chamada Legends do qual essa Marylin Monroe faz parte. Não que eu esperava ganhar alguma coisa, mas esse prêmio, por ser o primeiro, é muito especial e também a recompensa de um trabalho árduo (nas ultimas semanas me dediquei completamente a esta série). O evento estava ótimo, com grande presença de público. Fiz novas amizades e conheci artistas desse ramo que me impressionaram pela qualidade de seus trabalhos. Gostaria muito de agradecer aos realizadores do evento, os tatuadores Skip e Moreno Simões, ao meu grande amigo Ary Morssuza que me incentivou a participar e a toda a galera que esteve conosco durante a convenção: Alexandre Ribeiro, Marcio Arruda, Diik Neves, Jeff Waine, Carlos Maciel (todos tatuadores de primeira linha e que você pode encontrar no Facebook. Vale a pena uma olhada no trabalho dos caras!) e aos camaradas Amendoin Sinclair e Dúùh Duarte. Gostei tanto dessa experiência que a próxima parada será na 1º Guarulhos Fest Tattoo a ser realizada nos dias 12, 13 e 14 de Outubro. Quem for de lá já está convidado e em breve posto mais informações.
O Flyer da Convenção.


Eu, Márcio Arruda, Diik Neves, Ary Morssuza, Carlos Maciel, Dúûh Duarte Alexandre Ribeiro e Jeff Waine. Algumas pessoas dessa foto eu não me recordo quem são, mas fica registrado aqui o meu agradecimento!

 Visuais: Fui ver recentemente a retrospectiva de Lygia Clark (1920-1988) no Instituto Itaú Cultural, inaugurada agora em 1º de Setembro e que fica em cartaz até 11 de novembro. É uma grande oportunidade  de ver reunidos os grandes trabalhos dessa artista mineira, pioneira do movimento neoconcreto no Brasil durante a década de 50 e participante do Grupo Frente, que tinha também entre seus colaboradores Ivan Serpa e Hélio Oiticica. Durante sua carreira, Lygia Clark buscou superar o suporte tradicional da tela na parede expandindo a obra para o espaço e convidando o espectador a participar dela ampliando as possibilidades de interação, percepção e novas configurações. Para alguns críticos, uma integração entre a arte e o corpo e que se pode notar nas suas Proposições onde os espectadores são estimulados a se relacionarem com o espaço. Posteriormente ela vai radicalizar suas propostas e romper com qualquer movimento, intitulando-se "não-artista" e chegando a relacionar sua arte com terapia. Estão nessa retrospectiva entre outros trabalhos a série dos Bichos (1960), construções metálicas com dobradiças e que se reconfiguram com a participação do espectador, os Trepantes (1963), formas metálicas espiraladas e moles e as investigações geométricas nos Planos de Superfícies Modulares de 1957. Também estão presentes algumas raridades, como as investidas cubistas do início de carreira em obras como O Violoncelista (1951).
Vale destacar a importância e reconhecimento de Lygia Clark no cenário internacional e que no primeiro semestre de 2014, o Museu de Arte Moderna de Nova York (MoMA) receberá também uma grande retrospectiva de artista.

Por hoje é só!
Um grande abraço a todos!!
E-mail: daniel.sampaio@uol.com.br

domingo, 20 de maio de 2012

You are the King of Rock and Roll!


Olá


Depois de uma longa ausência aqui no Blog, eis-me de volta e com novidades.
Primeiramente, esse sumiço todo tem explicação: resolvi prestar Vestibular no final do ano passado e tinha que estudar para as provas. Acabei ficando sem tempo de postar novos trabalhos, mas até que valeu a pena pois consegui ser aprovado e já estou cursando Artes Visuais lá na USP! Vamos ver se agora consigo frequentar mais aqui!
E pra celebrar a minha volta com força total trago essa homenagem que fiz ao meu grande ídolo Ronnie James Dio que nos deixou há exatamente dois anos (16 de maio de 2010) quando perdeu a luta contra um câncer no estômago.
Dio foi e sempre será um dos maiores vocalistas do Heavy Metal, e é inegável sua importância na história do gênero. Mas não é preciso nem gostar do estilo para comprovar o seu talento. Das vezes que veio ao Brasil tive a oportunidade de escutar sua voz poderosa em três apresentações memoráveis. Em 2004 e 2006 trazendo sucessos da sua carreira solo e em 2009 ao lado dos integrantes do Black Sabbath no projeto Heaven and Hell (aliás até hoje o melhor show que fui na minha vida!).
Dio começou sua carreira lá pelos idos dos anos 1950 em sua primeira banda chamada Vegas King que tocava, acreditem, rockabilly! De lá pra cá não parou mais, atuando em vários grupos, com destaques pela sua passagem no ELF, Rainbow e Black Sabbath, sempre deixando sua marca em álbuns que se tornaram clássicos absolutos! Isso sem contar na sua  bem sucedida carreira solo onde recebeu simplesmente o título de Deus do Heavy Metal, que aliás se imortalizou mais ainda por criar uma tradição do estilo: o inconfundível Moloik, o "chifrinho" que ele fazia com a mão e virou um gesto inconsciente para todo headbanger que se preze!
Poucas vezes a morte de um ídolo me abalou profundamente quanto a do Dio. Até parece que a cena do Heavy Metal ficou um pouco sem graça com a sua ausência. Mas o legado que nos deixou  nunca se apagará de nossos corações e sempre lembraremos da força desse grande homem!

Um grande abraço e ótima semana
Daniel Alves
E-mail: daniel.sampaio@uol.com.br

domingo, 31 de julho de 2011

No, No, No....


Olá!!!

Eis-me novamente aqui no blog com essa pequena homenagem a cantora Amy Winehouse, morta recentemente aos 27 anos.
Para ser sincero não sou fã dela, mas não tinha como ser indiferente depois dessa grande perda. O que de fato marcou a passagem meteórica de Amy aqui na Terra foi justamente seu intenso envolvimento com as drogas, o que infelizmente colocava seu talento musical sempre em segundo plano.
Ela pouco se importava com tudo isso e parecia se sentir não pertencente a tudo que girava em sua volta. Pode ser que seja isso que a fez procurar nas drogas uma via de escape. Amy foi embora cedo e até talvez estivesse disposta a dar uma guinada na sua vida. Em tempos de culto a celebridades, torço para que o que fique de Amy Winehouse seja somente o seu legado musical.

Visuais: Recentemente fui ver a exposição de uma das artistas mais importantes do século XX, a franco-americana Louise Bourgeois (1911 - 2010) no Instituto Tomie Ohtake, intitulada O Retorno do Desejo Proibido. A obra de Louise tem como característica marcante a relação muito estreita entre a arte e a psicanálise. Ela, que por muito tempo fez análise, encontrou uma via de escape para o seu inconsciente onírico através de desenhos, objetos, pinturas, esculturas e instalações. Há também um certo caráter autobiográfico nas suas obras, onde ela expõe, como por exemplo, o relacionamento com seu pai durante a infância, o ato de ser mãe, e a histeria. É a primeira vez que Louise Bourgeois tem uma grande individual aqui no Brasil, que depois de São Paulo parte para o Rio de Janeiro. Além das obras, também há algumas correspondências no qual ela relata os seus traumas e os desejos de cura. Imperdível.

Cinema: Finalmente assisti ao tão falado Tio Boonmee, que pode recordar suas Vidas Passadas (Lung Boonmee raluek Chat, 2010), do diretor tailandês Apichatpong Weerasethakul (não se assuste, ninguém sabe falar o nome dele. Por isso o apelidaram de Joe), o ganhador da Palma de Ouro de Cannes do ano passado. É o primeiro filme de Apichatpong que assisto, mas fiquei encantado com o seu cinema fantástico. Concordo com o crítico Juliano Gomes, do site Cinética, que diz que Tio Boonmee é um filme que fala sobre a relação da imagem e do outro. E essa relação é explorada por Apichatpong através do espaço e da luz para intensifica-la ainda mais. A imagem é exposta em planos densos na luz do dia ou sombra da noite, dentro de um degradê de meios tons quase cinza até uma saturação total da cor, pois é daí que irão surgir os fenômenos fantásticos do seu cinema. O Tio Boonmee do título é um velho senhor que está morrendo e numa das primeiras cenas do filme, recebe o espírito de sua mulher, já falecida, e a visita de seu sobrinho que desapareceu e se tornou um macaco-fantasma. São esses os seres do mundo de Apichatpong que vão interagir nesse relação. Há cenas de grande impacto como a relação entre a princesa e o bagre e uma das que eu mais gostei e que exemplifica muito bem a relação da imagem com o outro é quando o espírito da mulher de Tio Boonmee está trocando sua bolsa de insulina e ele diz: "Depois que eu morrer, onde meu espírito deve procurar você, no céu?! E ela responde: "O céu é superestimado, não há nada lá". "E onde você estará então?", diz Tio Bonmee. E ela: "Fantasmas não se prendem a lugares, mas as pessoas... aos vivos". Ainda vou ter que voltar mais vezes a Tio Boonmee para absorver todo esse mundo fantástico e subjetivo de Apichatpong 'Joe' Weerasethakul.

Um grande abraço e ótima semana
Daniel Alves
daniel.sampaio@uol.com.br